terça-feira, 18 de setembro de 2012

“Eu não vou fugir do Brasil”, diz José Dirceu

"Estou preparado para qualquer resultado", afirma ex-ministro José Dirceu

José Dirceu

“A burguesia acorda tarde. Eu saí da cama faz tempo e estou morrendo de fome”, diz José Dirceu ao abrir a porta de seu apartamento, em SP, às 9h de sexta-feira.
Réu no processo do mensalão, ele saiu de circulação desde o início do julgamento e há meses recusa todos os pedidos da imprensa brasileira para uma entrevista. Na semana passada, recebeu a coluna para um café. À mesa, suco de laranja, abacaxi, café com leite, pão e frios.

“Eu não estou deprimido. Eu não tenho razão para estar deprimido. Eu tenho objetivos, metas, sonhos. Eu acordo às seis da manhã todos os dias. Recebo o resumo das notícias que a equipe do meu blog envia. Eles já sabem o que me interessa. Estão comigo há cinco anos. Funcionamos por telepatia.”
“Eu gasto duas ou três horas lendo toda a imprensa brasileira, no iPad e no meu laptop. Depois, escrevo artigos para o blog.”

O julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) entra na reta final. A condenação de Dirceu parece certa. Até seus interlocutores próximos admitem a possibilidade. As penas máximas para os crimes de que é acusado chegam a 15 anos. A Folha revelou que ele já conversou com o ex-presidente Lula sobre a hipótese de ser preso.

“Essa história que inventam de que vou sair do Brasil não combina comigo”, afirma o ex-ministro.
“Saí [na década de 60] porque fui expulso do país. Cassaram a minha nacionalidade. Eu era um apátrida, não podia viajar.

Quem me impedia de voltar era a ditadura militar. E mesmo assim eu voltei para o Brasil, duas vezes, colocando a minha própria vida em risco. Eu iria embora agora?”
“O PT tem defeitos. Mas se tem algo que não conhecemos no PT é a palavra covardia. A chance de eu fugir do Brasil é nenhuma. Zero.”

Foto e Fonte: Folha de São Paulo. Postador:  Manancial de Carajas

Igreja não deve se envolver na batalha política, diz presidente da CNBB

Presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno, em entrevista à Folha concedida em Aparecida (SP)

Dom Raimundo Damasceno

Um dia após a Arquidiocese de São Paulo ter atacado a Igreja Universal, o presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Raymundo Damasceno, 75, disse nesta sexta-feira (14) que a Igreja Católica não quer se colocar no lugar dos políticos.

“Damos critérios e deixamos o eleitor muito livre no exercício de seu direito e dever. O papa diz muito claramente que a Igreja não pode nem deve tomar nas suas próprias mãos a batalha política. Isso é próprio do político, do Estado”, declarou.

A Igreja não quer se colocar no lugar dos políticos, não quer se colocar no lugar do Estado. Mas a Igreja não pode ignorar a política”, completou o arcebispo de Aparecida (180 km de São Paulo).
Especificamente sobre a nota da Arquidiocese de SP que ressalta a ligação de Celso Russomanno (PRB) com os evangélicos, dom Raymundo disse que não leu o texto e que essa foi uma “orientação” pontual “porque o problema é lá [SP]“.

“Aqui [em Aparecida] não estou tendo nenhum problema com a [Igreja] Universal. Cada diocese tem sua realidade própria”, afirmou.

Dom Raymundo recebeu a Folha em sua sala, no Seminário Bom Jesus, em Aparecida. Sentado na cabeceira de uma mesa de reuniões, começou a conversa consultando papéis onde havia frases prontas. Ao longo da conversa, livrou-se do roteiro, mas procurou evitar polêmicas todo o tempo.

Questionado sobre o uso da estrutura da Universal para campanha de Russomanno, por exemplo, disse: “Não entraria nisso porque não é da Igreja Católica. Não sei como eles veem essas questões. Falo da nossa orientação. Você não vê nenhum bispo tomando partido político de nenhum candidato”.

Segundo ele, a Igreja Católica só faria campanha eleitoral diante de um caso excepcional: “Por exemplo, todos os candidatos contra a Igreja. Aí, é claro, tem que tomar partido. O correto é orientar, dar critérios, formar”.

Foto e Fonte: Folha de São Paulo. Postador:  Manancial de Carajás

domingo, 16 de setembro de 2012

Denúncia de vereadores pode deixar prefeito de Xinguara inelegível por 8 anos

Dizem que o gestor tem perdido algumas noites de sono em busca de uma alternativa que possa amenizar a situação, que no entendimento de alguns, é gravíssima para a administração. 

Prefeito José Davi Passos

No ultimo dia 23/agosto os vereadores Arivaldo Santos Nascimento e Dorismar Altino de Medeiros “Dito do Cinema” entraram com representação contra o prefeito municipal de Xinguara José Davi Passos junto ao Ministério Público do Estado. Os representantes são vereadores do município de Xinguara tem funções típicas  de legislar e fiscalizar no âmbito do município.

Os denunciantes consideram os fatos apresentados de acentuada gravidade e acusam o gestor de exercer “grande influencia sobre grande parte dos vereadores, abatendo assim qualquer possibilidade de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)”. Por isso, prossegue os denunciantes pedimos ao Fiscal Máximo da LEI para que sejam tomadas as medidas necessárias inerentes ao caso.

Caso
No ano de 2009 o prefeito José Davi Passos enviou para a Câmara Municipal de Xinguara um projeto de LEI com o fim de autorizar o município a permutar área pública com o senhor Reinaldo José Zucatelli (milionário no ramo de revenda de automóveis e maquinas agrícola, no setor agropecuário e imobiliário).
Pelo projeto enviado pelo prefeito e aprovado pela câmara municipal e que deu origem à Lei municipal Nº 739 de 07/ 12/ 2009 ficou autorizado o seguinte; o município transferiu para o senhor Reinaldo José Zucatelli uma área de terras ao lado da Avenida Gilson Dantes de frente a BR 155, com uma área de 1.381,28 M2.

Em troca a prefeitura receberia uma área de 655,46 M2 e mais R$ 109.000,00 (cento e nove mil reais) para compensar a diferença de áreas.

Conforme os vereadores que denunciaram, até presente momento não se tem noticias da entrada no patrimônio do município, dos 655,46 m², oriundos do senhor Reinaldo José Zucatelli.

De fato não é ainda o maior problema, pois segundo os vereadores o que de fato tem que ser apurado e punido com rigor, é que o senhor prefeito cedeu para o senhor Reinaldo José Zucatelli, não apenas os 1.381,28 m² de permuta conforme autorizado pela câmara de vereadores, mais sim uma área pública medindo 2.489,72 m².

Portanto, os vereadores ressaltam que o prefeito José Davi Passos transferiu para terceiros, no caso ao senhor Reinaldo José Zucatelli, uma área de 1.107,72 m² a mais do que foi permitido pela câmara.

Ari
Para o vereador Arivaldo Nascimento essa foi “uma atitude errônea do prefeito, um crime de improbidade que pode deixa-lo inelegível por até oito (8) anos”, sentenciou. Além disso, prosseguiu o vereador o prefeito terá que pagar multa, e devolver ao erário público o que fora transferido indevidamente. 

Na opinião do vereador o prefeito de Xinguara poderia ter utilizado a área para fazer loteamento para a comunidade e não servir a uma empresa milionária.


Moraes Filho da redação do Manancial de Carajas

Banco Rural é protagonista das maiores fraudes dos últimos anos

Ex-dirigentes da instituição financeira foram condenados durante julgamento do mensalão

Banco Rural

A condenação dos principais dirigentes do Banco Rural por gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal (STF) é o capítulo derradeiro de trajetória marcada por uma série de fraudes contra o sistema financeiro nacional e ocultação de recursos de grupos criminosos.

Os tentáculos do Rural aparecem em alguns dos principais escândalos políticos dos últimos 20 anos, das CPIs dos Precatórios e dos Bancos aos mensalões tucano e petista. Do escândalo do Banestado à ocultação de transações para tesoureiros de ex-presidentes (Collor e Lula).

Em decisões de primeira instância em Minas Gerais, dirigentes do banco já foram condenados por sonegar CPMF para oferecer taxas de remuneração superiores à do mercado. O Ministério Público Federal recorreu para pedir aumento das penas impostas. Inquérito que tramita sob sigilo investiga pelo menos quatro grandes clientes do banco cujos saques e outras movimentações não eram registradas no extrato oficial das contas.

US$ 192 milhões com laranjas no exterior
Desde novembro de 2011, um processo contra seis diretores por gestão fraudulenta e formação de quadrilha está pronto para ser julgado na 4ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, que concentra os processos relacionados a crimes contra o sistema financeiro. O Ministério Público identificou fraudes no envio ao exterior de US$ 4,8 bilhões, entre 1996 e 2000. Pelo menos US$ 192 milhões enviados para fora circularam em nome de laranjas que tinham sido aliciados por pessoa ligada ao banco.

Escândalos desde a era Collor
A maior parte deste valor foi movimentada na segunda metade dos anos 1990, a partir do Banestado, cujas contas foram investigadas e se tornaram objeto de um escândalo de evasão de divisas. Uma nova ação contra os dirigentes do banco por gestão temerária e evasão de divisas foi aberta pelo Ministério Público Federal no Paraná e também está em vias de ser julgada.
O mensalão não é o primeiro escândalo de grande porte frequentado pelo Rural. Relatórios de CPIs do Congresso já citaram diversas vezes a instituição. A CPI que investigou o governo Collor e o esquema do ex-tesoureiro Paulo Cesar Farias concluiu que a história teria sido diferente se não existisse o Rural. Sem ele, diz o texto final do relatório, “as falsidades ideológicas e materiais perpetradas com o espúrio propósito de sonegar o fisco e ocultar a origem das receitas teriam sido impossíveis”.

Foto e Fonte: O Globo. Postador:  Manancial de Carajas

Fogo destrói 6,5 mil hectares de área indígena e ameaça Parque do Xingu

Fogo se concentra na Terra Indígena Wawi, na cidade de Querência

Terra Indígena Wawi

Um incêndio que já dura 13 dias consumiu 6,5 mil hectares de vegetação da Terra Indígena Wawi, que fica próxima ao Parque Nacional do Xingu. A área afetada está localizada na região da cidade de Querência, a 912 quilômetros de Cuiabá.

Conforme informações repassadas pelo fiscal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Nicélio Silva, 21 brigadistas das cidades de Luciara e Brasnorte estão atuando para combater as chamas.

“O incêndio começou por uma queima de roça e acabou perdendo o controle e avançando nessa região do Wawi, que é praticamente grudado com o Parque Nacional do Xingu”, disse ao G1.

Ainda de acordo com o Ibama, os brigadistas estão na região a pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai), já que o fogo corre risco de avançar para o Parque do Xingu. A dificuldade no combate aos focos de incêndio, segundo Silva, está no desconhecimento dos brigadistas em relação à região. O Ibama garantiu o envio de novas equipes para o local, caso o fogo ainda não seja contido.

Foto e Fonte: G1.  Postador: Manancial de Carajas

Justiça reconhece vínculo entre pastor e igreja

Com isso, a igreja terá de pagar todos os direitos trabalhistas do pastor, bem como indenização por dano moral, ainda não arbitrada

Pastor e Igreja

A Justiça do Trabalho de Araçatua (SP) reconheceu vínculo trabalhista entre um pastor e a Igreja Mundial do Poder de Deus pelos serviços prestados durante mais de quatro anos. Com isso, a igreja terá de pagar todos os direitos trabalhistas do pastor, bem como indenização por dano moral, ainda não arbitrada. As informações são do portal UOL.

De acordo com a sentença, do juiz do Trabalho Maurício Takao Fuzita, as atividades do pastor eram fiscalizadas, com horários determinados sobre o funcionamento dos templos para pregação e havia controle das funções administrativas e financeiras das igrejas. Os direitos serão pagos com base no salário de R$ 1.825,00 do pastor.

Consta dos autos que Givanildo de Souza começou como motorista da Igreja Mundial do Poder de Deus. Ouviu promessas de ascensão profissional dentro da congregação e tornou-se obreiro. Em 2009, foi promovido a pastor e chegou a ser responsável por 14 templos. Era famoso por “arrebanhar” fiéis, como diz o processo.

Foto e Fonte: Revista Consultor Jurídico. Postador:  Manancial de Carajás

Sem proposta da Fenaban, bancários devem entrar em greve na próxima terça

Bancários rejeitaram a proposta dos banqueiros de 6% de reajuste



Os bancários farão assembleias em todo o país nesta segunda-feira (17/9) para organizar a greve nacional por tempo indeterminado a partir da próxima terça, se até lá a Federação Brasileira de Bancos (Fenaban) não apresentar uma proposta que contemple as reivindicações da categoria sobre remuneração, emprego, saúde e condições de trabalho, segurança e igualdade de oportunidades.

Seguindo orientação do Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT, os bancários rejeitaram a proposta dos banqueiros de 6% de reajuste – 0,58% de aumento real – nas assembleias realizadas na última quarta-feira e deflagram a greve a partir de terça.

A Contraf-CUT enviou carta à Fenaban no dia 5 para informar sobre o calendário de mobilização e reafirmar a importância de se buscar um acordo negociado. Mas até agora os bancos não deram nenhuma resposta.

Foto e Fonte: Correio Braziliense. Postador:  Manancial de Carajás

Idoso toma xixi há 30 anos e diz que líquido “trata tudo”, inclusive câncer

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