"Se
as pesquisas estiverem certas, nós não vamos ter uma vitória muito clara. Aí
sim nós teremos consequência, porque o peso político da oposição, quem quer que
seja, vai ser muito importante", disse a socióloga Fátima Pacheco Jordão,
especialista em pesquisas eleitorais.
"As
vitórias recentes no segundo turno foram vitórias claras", comparou a
especialista. Em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu José Serra (PSDB)
por 61,27% a 38,73%; em 2006 o triunfo de Lula sobre o tucano Geraldo Alckmin
foi por 60,83% a 39,17% e, em 2010, Dilma bateu Serra por 56,05% a 43,95%.
Na
avaliação de Carlos Melo, cientista político do Insper, além de uma vitória
eleitoral apertada, outros fatores devem atrapalhar as composições
parlamentares tanto de Aécio quanto de Dilma. Em comum para ambos, a
dificuldade de lidar com um Congresso fragmentado entre um número maior de partidos.
Para
o especialista, se eleita, Dilma terá dificuldade de atrair mais aliados, uma
vez que a maioria dos recursos usados nas negociações políticas, os cargos no
governo e em entidades coligadas, já está comprometida.
Do
lado de Aécio, pesará o fato de ter pela frente um PT na oposição com muito
mais musculatura do que na época dos governos tucanos de Fernando Henrique
Cardoso, quando o partido já dava trabalho na oposição. Na próxima legislatura,
os petistas serão a maior bancada da Câmara, com 70 deputados, e a segunda
maior do Senado, com 12 representantes. "Céu de brigadeiro, mar de rosas,
nenhum deles deve ter", resumiu Melo.
Foto e Fonte: Epocanegócios.globo. Postador:Manancial de Carajás
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