Megaprojeto privado cria rota exportadora no Norte do BRASIL
Empresas privadas lançaram um
megaprojeto para criação de um novo corredor logístico, capaz de escoar até 20
milhões de toneladas de grãos do Mato Grosso pela Região Norte.
Comboios de barcaças que vão operar nos rios da bacia amazônica para os portos de Vila do Conde e Santana podem transportar até 30 mil toneladas de grãos, substituindo mais de 800 caminhões |
O plano se tornou viável com o avanço
das obras de pavimentação da BR-163 e vai exigir investimentos de R$ 3 bilhões
na construção de estações de transbordo, armazéns, terminais portuários,
empurradores e barcaças.
O plano se tornou viável com o avanço
das obras de pavimentação da BR-163 e vai exigir investimentos de R$ 3 bilhões
na construção de estações de transbordo, armazéns, terminais portuários,
empurradores e barcaças.
O plano abre uma nova rota para a
exportação de soja e milho colhidos no Médio-Norte do Estado, nos municípios de
Sinop, Sorriso, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, cortados pela BR-163. Hoje,
praticamente toda a safra na região é escoada a custos elevados pelos portos de
Santos (SP) e Paranaguá (PR), a mais de 2 mil quilômetros de distância.
Boa parte dos recursos privados deve
ser investida no município paraense de Itaituba, especificamente no distrito de
Miritituba, na margem direita do Tapajós, próximo ao entroncamento entre as
rodovias BR-163 e BR-230, a 900 quilômetros do cinturão agrícola. O
município será uma espécie de “hub”, capaz de
receber a produção da região e distribuí-la, em comboios de barcaças, para os
grandes portos fluviais exportadores da Bacia Amazônica.
Leia também: Megainvestimento abre nova rota para soja
Pelo menos oito empresas já adquiriram terrenos em Miritituba para a construção de estações de transbordo. Quatro delas – as tradings americanas Bunge e Cargill e as operadoras logísticas Hidrovias do Brasil e Cianport – possuem projetos em estágio final de licenciamento ambiental e devem iniciar obras ainda neste ano.
As quatro devem investir, no total, R$
600 milhões em Miritituba e mais R$ 1,4 bilhão na construção dos comboios de
barcaças e em aumento de capacidade de seus terminais nos portos de destino.
Para representar os interesses das
empresas com planos de investimento no novo sistema, foi criada no ano passado
a Associação dos Terminais Privados do Rio Tapajós (Atap).
Por: Gerson Freitas Jr. Fonte: Valor Econômico. Postador: Manancial de Carajás
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