Padre Edilberto: “Usina de São Luiz acabará com Rio Tapajós”
Padre Edilberto Sena alerta para danos que construção de usinas causarão
Padre Edilberto Sena
Ambientalistas de Santarém e do Oeste do Pará afirmam que o Governo Federal ainda não tem licença ambiental para construir a Usina Hidroelétrica de São Luiz do Tapajós, no Município de Itaituba. Após marcar o leilão para a construção da Usina, para dezembro de 2013, o Governo Federal está sendo duramente criticado por ambientalistas locais.
Desde o ano de 2007 pesquisadores e ambientalistas que estudam a biodiversidade do rio Tapajós declaram em pesquisas que o manancial sofrerá sérios danos ambientais com a construção da usina.
Para o pesquisador da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Wallace Paxiúba Duncan, a construção de uma hidrelétrica na comunidade de São Luiz, em Itaituba, anunciada pelo Governo Federal, será um golpe fatal no rio Tapajós. Desde 2007, Duncan realiza pesquisas no rio Tapajós, no Município de Itaituba.
O projeto do Governo Federal prevê a construção de cinco hidrelétricas na região do rio Tapajós, no Pará, no complexo Tapajós-Jamanxim, produzido pelas empresas Eletronorte e Camargo Corrêa. Segundo especialistas em meio ambiente, as inundações causadas pela construção de barragens afetarão diretamente 871 km² de áreas protegidas de floresta, uma área equivalente a metade da cidade de São Paulo.
De acordo com o representante da Frente em Defesa da Amazônia (FDA), padre Edilberto Sena, a usina de São Luiz do Tapajós será a quarta maior usina hidrelétrica do País e, que se o empreendimento chegar a ser construída, terá 7 mil 880 megawatts estimados de potência instalada. São Luiz será maior que a Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, somadas. Será também uma das obras de maior complexidade ambiental do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“O Ministério do Meio Ambiente estudou uma proposta de projeto de lei, no sentido de minimizar possíveis desgastes para o governo ao determinar, via Medida Provisória, a redução de Unidades de Conservação Ambiental. O ato foi contestado no Supremo Tribunal Federal na semana passada pelo procurador-geral da República, Dr Roberto Gurgel”, destaca o religioso.
Segundo Gurgel, redefinir limites de unidades de conservação por MP é inconstitucional. Se acatada pelo Supremo Tribunal Federal, a ação interromperá todo o processo de licenciamento.
A construção dessas usinas na região do Tapajós há muito vem causando transtornos para os moradores ribeirinhos que serão atingidos. Várias manifestações já foram realizadas pela Frente de Defesa da Amazônia tentando impedir a realização desse projeto. Padre Edilberto sena, em reportagem concedida ao Impacto, no ano passado, declarou que ele, bem como os membros da FDA e os ribeirinhos farão de tudo para que essas suínas não sejam construídas.
Há informações de que se for preciso, o rio Tapajós será fechado, inclusive, pode haver resistência armada, pois só quem mora na região sabe do que virá se essas suínas forem construídas.
Foto: Fernanda Rabelo Fonte: O impacto Postador: manancial de carajás
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