segunda-feira, 8 de agosto de 2011

8 de agosto de 2011
Rios do Pará na rota do tráfico
Cocaína entra no Pará pelos rios do Amazonas

No dia 23 de junho deste ano, a ONU divulgou através da Agência das Nações Unidas Contra Drogas e Crimes (UNODC) um relatório no qual o Brasil figura como um dos grandes centros de consumo e distribuição de cocaína. Só para se ter uma ideia, um terço da cocaína cultivada na América do Sul (principalmente na Colômbia, Peru e Bolívia) é destinada ao mercado brasileiro.

Além disso, o país foi apontado como o mais utilizado por traficantes para transportar a cocaína produzida na América do Sul para a Europa. Em 2005, foram 25 carregamentos apreendidos no continente europeu, contra 260 em 2009. Todas haviam percorrido território brasileiro. O Brasil também aparece como principal fornecedor de cocaína para a África.

Segundo maior estado do país em extensão territorial e localizado na região amazônica, que faz fronteira com os países que concentram a maioria das áreas de plantio de coca, o Pará está incluído neste contexto.

O DIÁRIO entrevistou o delegado Hennison Jacob, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil do Pará sobre o movimento do tráfico na região.

De acordo com a autoridade policial, o Pará é uma das principais rotas da cocaína transportada para a Europa. “A estatística que se aplica para o Brasil (no que diz respeito à rota), pode ser aplicada ao Pará”, assegurou.

Cocaína entra no Pará pelos rios do Amazonas

Apesar de o relatório indicar que grande parte das apreensões de drogas ocorridas em território brasileiro, entre 2004 e 2009, terem sido interceptadas em aviões, o delegado afirma que a maioria da cocaína que chega ao Pará é transportada em embarcações, especialmente pelo estado do Amazonas.

“Cerca de 90% da cocaína que entra aqui vem da Colômbia pelo município de Tabatinga, no Amazonas”, diz o delegado Hennison Jacob ao acrescentar que a droga passa pelos municípios de Benjamim Constant, Manacapuru e Manaus, no Amazonas, até chegar a Santarém, no oeste do Pará.

Depois, segue por Monte Alegre e desce pelo rio Amazonas para desembarcar às proximidades de Belém. “Quando não vem em grandes embarcações, a cocaína é transportada em pequenas ‘rabetas’, geralmente à noite e durante as cheias dos rios”, comentou ao esclarecer que a época de cheia facilita o acesso a vários canais que evitam a fiscalização.

Reprimir apenas não basta. Prevenção é a saída

Outra rota da cocaína citada pelo delegado é a que ingressa no país pelos estados do Acre e Mato Grosso, oriundas do Peru e Bolívia, respectivamente. Pelo Acre, a droga entra pelo município de Cruzeiro do Sul, passa por Rio Branco (Acre), Porto Velho (Rondônia) e se infiltra no Pará pela região sudoeste até chegar a Itaituba. De lá, a droga é transportada pela Transamazônica.

“A droga é colocada por dentro dos pneus de socorro ou, às vezes, em fundos falsos dos veículos”, destacou o delegado. Ele também frisa que uma parcela da cocaína chega pelo extremo sul do estado, através dos municípios de Santa Maria das Barreiras, Redenção e Conceição do Araguaia, provenientes da Bolívia e introduzidas pelos municípios de Pontes Lacerda e Corumbá, no Mato Grosso. Outra rota utilizada é a rodovia Belém/Brasília, mas com menor frequência.

MEDIDAS

Mas segundo o delegado, as esperanças se renovam com a perspectiva de implantação de uma Base do PFRON- Polícia de Fronteira- no município de Breves, na ilha do Marajó. Outro fator crucial, conforme Hennison, seria uma política do Governo Federal voltada aos países vizinhos, de modo que seja exigida mais fiscalização dos governos locais.
o fica como pasta base de cocaína e, em seguida, é transformada em crack e óxi.  Fonte:Diario do Pará

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