terça-feira, 5 de maio de 2015

RESISTENCIA

Professores pedem apoio de deputados

Há 42 dias, os professores da rede estadual estão em greve e as atividades em sala de aula permanecerão sem previsão de retorno. A categoria reuniu ontem, em assembleia, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Marechal Cordeiro de Farias. Segundo a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), o governo fechou as portas para as negociações.


Os grevistas pretendem ir hoje para a frente da Assembleia Legislativa do Pará, a partir das 9h. A ideia é pedir que os deputados pressionem o governo a aceitar novas rodadas de negociação. “Parece que o governo não tá nem aí. A gente precisa de escolas dignas, precisa de melhorias’’, enfatiza Alberto Andrade, secretário geral do Sintepp.

“A gente não sabe qual foi a posição que prevaleceu porque o governo já mudou várias vezes de ideia. Nós queremos, de fato, que o governo coloque no papel e apresente as propostas. Vamos propor nossos encaminhamentos. Vamos buscar intermediários com os deputados. Eles nos ameaçam com processos administrativos. Os contratos de 300 professores foram feitos para aterrorizar a equipe’’.

O professor de história Rilto Oliveira, 45 anos, leciona no município de Igarapé-Miri, na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Conego Calado. Segundo ele, nem parece que a escola passou por reforma. “A tal da reforma terminou em outubro do ano passado. Em novembro, a secretaria teve princípio de incêndio por causa da fiação. Em janeiro teve outro princípio de incêndio. Nas salas, os ventiladores não foram trocados. Os alunos da tarde passam mal com o calor’’.

Em nota enviada recentemente, a Secretaria de Estado de Administração afirma que a folha de pagamento dos professores de abril foi consolidada “de acordo com a última proposta apresentada pelo governo, que prevê uma lotação de 220 horas por professor, sendo 150 dentro de sala de aula e mais 70 horas suplementares”. Diz ainda “que a proposta de pagamento dos retroativos dos meses de janeiro a março deste ano, em quatro parcelas, está mantida”.

Postador: Manancial de Carajás, com informações do (Diário do Pará)

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