sexta-feira, 17 de abril de 2015

TRANZAMAZÔNICA

Caminhões estão atolados em lama na rodovia Transamazônica, no PA

Servidores públicos denunciam péssimas condições da estrada.
Situação se agrava no período de chuvas por conta do lamaceiro.
Imagens da BR-230, conhecida como rodovia Transamazônica, no sudeste do Pará, mostram caminhões atolados na lama. De acordo com um servidor público, que esteve no km 205 da BR-230, entre os municípios de Uruará e Rurópolis, os motoristas acabam ficando presos na estrada. “Chegamos aqui às 9h e já são 14h35 e nada. Um caos total”, disse em vídeo gravado na última quarta-feira (15).

Uma outra funcionária pública, que pediu para não ser identificada, ficou indiganada com a situação. “A situação é de desespero, muita tristeza. Já são 10 km de caminhões enfileirados. As pessoas passam fome e sede, dormem em cima dos caminhões. Fiquei horrorizada e ninguém toma nenhuma providência”, relata.

O período de chuvas na região agrava o problema, por deixar a estrada alagada. Em março, uma cratera se abriu no km 40 da rodovia BR-230 e impediu o acesso por via terrestre a Rurópolis. Um micro-ônibus que trafegava pela rodovia chegou a cair na cratera e tentou ser resgatado com ajuda de outro veículo, mas o cabo usado para puxá-lo cedeu, fazendo com que ele fosse arrastado pela força das águas. O motorista e os passageiros foram resgatados e ninguém se feriu.

Problema antigo
As péssimas condições de trafegabilidade da BR-230 se prolonga desde sua abertura, ainda na década de 1970, no governo de Emílio Médici. Pelo projeto original, a estrada se estenderia por oito mil quilômetros e ligaria o Atlântico ao Pacífico, atravessando toda a América do Sul de leste a oeste. O plano foi modificado para um projeto que chegaria apenas até a fronteira do Brasil com o Peru, mas as obras pararam bem antes. Mesmo assim, com 4.223 quilômetros de extensão, a Transamazônica é uma das maiores rodovias do mundo. Ela atravessa sete estados (Paraíba, Ceará, Maranhão, Tocantins, Piauí, Pará e Amazonas), corta 63 municípios e passa por três ecossistemas.

Postador: Manancial de Carajás, com informações do G1.

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