quarta-feira, 22 de abril de 2015

CASOS DE AIDS

Secretaria registra mais de 50 novos casos de Aids no sul do PA

Dados do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), da Secretaria Municipal de Saúde de Redenção, no sul do Pará, apontam que os registros dos casos de Aids no município são maiores entre jovens. Segundo o SAE, de 9 a 12 casos da doença são registrados mensalmente na cidade com cerca de 50 mil habitantes, índice considerado elevado.

De acordo com Sílvia Cristina, farmacêutica bioquímica responsável pelo teste rápido de HIV e hepatites virais, o hábito de não usar preservativos durante a relação sexual ainda é a principal forma de contaminação.

“O fator é mais cultural. A questão de que o homem não foi acostumado, desde adolescente, a usar o preservativo; eles não gostam. E a mulher tem medo de pedir para o marido usar por achar que está desconfiando dele”, afirma a especialista.

Uma mulher de 28 anos, que prefere não se identificar, conta que adquiriu o HIV ainda na adolescência, mas ainda não teve coragem de revelar para a família que tem a doença. Ela faz um alerta aos jovens. “Esses adolescentes e jovens que se previnam, que se divirtam, mas se previnam porque a prevenção é uma coisa muito boa para a pessoa saber e se tratar, né? Para não pegar porque se pegar, é complicado. Não é fácil. A vida da gente não é a mesma”, confessa.

Preconceito
Mais de 450 pessoas com o vírus em Redenção recebem medicamentos do Serviço de Atendimento Especializado que ajudam a  prolongar a vida dos soropositos. As drogas controlam a multiplicação do vírus no organismo, mas o tratamento não é simples.

Um dos pacientes que busca apoio no SAE revela que contraiu o vírus quando tinha 17 anos e hoje, aos 34, diz que além de ser obrigado a tomar remédios todos os dias para o resto da vida, e sofrer os efeitos colaterais, ainda tem que conviver com o preconceito. “É complicado. Tem gente que não deixa nem a gente tocar na mão, acha que pela mão pega, né? Não toma água no copo com a gente. É difícil, sabe? A gente fica decepcionado, e se sente constrangido, humilhado”, desabafa.

Greicio Lira, presidente da ONG Renascer Vidas, também é portador do vírus. A organização que ele fundou em 2009 conta com uma casa de passagem que apoia pessoas de outras cidades que vêm ao município para fazer o tratamento contra a doença. “A gente acolhe aqui todas as pessoas que têm HIV nessa casa, de todas as cidades. A gente funciona da maneira que pode. O que a gente tem, oferece de bom coração”, conta.

Postador: Manancial de Carajás, com informações do G1 Pará

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